Capítulo 9 - A ursa, o cavaleiro e os três deuses

Elizabeth preparava-se para um longo dia de aulas sobre história. No geral, a jovem gostava de quase todo o conhecimento que recebia de seu tutor, exceto histórias religiosas. Infelizmente, no dia em questão, ela iria ouvir histórias sobre a criação do mundo pelas mãos dos deuses.
O clã Karth já fora um dia muito maior, seus antepassados haviam vivido em um grande castelo próximo ao Berço do Rei. Infelizmente, durante a guerra das flechas, metade do seu clã fora dizimado defendendo o rei do sul contra os intermináveis exércitos do norte.
O castelo fora destruído quando o norte quase dominou o sul.
Elizabeth gostava de pensar que suas antepassadas possuíam até mesmo criadas.  Seu clã já não tinha tanto poder assim atualmente, sempre foram fiéis ao reino de Maros e ao legitimo rei do Sul, mas toda essa honra custou caro ao clã e hoje existiam pouquíssimos Karth vivos.
Ainda assim, no berço da vida, onde a maioria dos habitantes da cidade real viviam, a família de Elizabeth era a mais rica, mesmo vivendo em uma pequena casa de pedra.
Nem todas os jovens tinham o privilegio de receber o conhecimento de um tutor e mesmo não gostando muito de estudar sobre os deuses, Elizabeth aproveitava cada minuto de instrução com seu tutor da melhor maneira possível, tentando não desviar sua concentração para outros assuntos. As vezes era um pouco difícil, ainda mais quando o sol brilhava forte tornando o dia perfeito para um empolgante treino de espada.
Nem todas os jovens tinham o privilegio de receber o conhecimento de um tutor e mesmo não gostando muito de estudar sobre os deuses, Elizabeth aproveitava cada minuto de instrução com seu tutor da melhor maneira possível, tentando não desviar sua concentração para outros assuntos. As vezes era um pouco difícil, ainda mais quando o sol brilhava forte tornando o dia perfeito para um belo treino de espada.“Parece frio” Elizabeth observou a neve caindo sobre seu vilarejo pela janela de seu quarto.
A jovem estava à procura de seu pergaminho de anotações quando, com um estrondo, a porta de seu quarto foi aberta. Era sua mãe, Anna Karth. Sua mãe lembrava uma grande ursa. Era bastante obesa, tinha seios enormes, uma pele muito clara, assim como a cor de seu cabelo liso, um loiro quase branco. - Elizabeth! O seu pai já deve estar quase chegando! Você sabe que precisará ir até o templo com aquele anoso hoje e ainda está com a roupa de dormir! – Berrou a grande ursa, que agora realmente lembrava uma ursa já que usava um casaco marrom feito de pele de ursos das montanhas Flormel. - Calma, mãe! Eu estava só organizando meus pergaminhos de anotações, eu já ia me vestir. – Disse Elizabeth, tentando acalmar a fera. Não adiantou. A velha ursa agarrou Elizabeth pela cintura e a jogou sobre seu ombro, como se fosse uma boneca de pano. Elizabeth sabia que de nada adiantaria resistir, apenas deixou-se ser carregada até o quarto de seus pais. Ao chegar no quarto, Anna jogou Elizabeth em uma grande cama e adiantou que a jovem não deveria sair dali. A grande ursa abriu um grande baú azul com uma enorme águia segurando uma espada entalhada na madeira, símbolo do clã Karth. Após alguns minutos vasculhando o interior do baú, Anna jogou um estranho casaco na direção de Elizabeth. - Está muito frio. Esse inverno será bastante rigoroso, por isso estou lhe dando meu antigo casaco de urso. É um pouco maior do que você, mas serve, vai lhe manter aquecida. Agora vista-se, quero ver como isso ficará em você. Anna sorria para Elizabeth, mas a jovem não estava assim tão animada. O casaco não era apenas um pouco maior do que ela, a jovem imaginou que seria possível que seu irmão mais novo conseguisse aquecer-se junto dela e mais alguma pessoa vestindo aquele longo casaco. Eliza vestiu-se com o casaco. Suas mãos ficaram escondidas dentro das mangas, pois eram muito longas. O casaco deveria terminar em sua cintura, mas acabou indo até seu calcanhar. - Estou parecendo um urso moribundo! – Reclamou Elizabeth, mas sua mãe não deu ouvidos, apenas sorria. Anna agarrou sua filha pelo braço e a empurrou para perto de um espelho. - Olha só, você parece uma ursa feroz! Se o seu cabelo não fosse castanho, acho que conseguiria confundi-la com uma ursa. – Elizabeth fez uma careta para o espelho. - Esse casaco é bastante quente, mas ele mal cabe em mim! A ursa colocou as mãos na cintura e começou. - Isso porquê você é muito magra! Olhe sua pele, a neve é mais soturna que você! Com quinze anos eu já poderia equilibrar uma criança em meus seios e os seus são tão discretos! Acho que você não se alimenta direito, deveria comer mais carne. Carne de javali faz bem, deixa as mulheres mais cheias, mais fortes. - Mãe, eu odeio carne de javali e você sabe disso! – retrucou Elizabeth. Sua mãe continua dizendo como ela era magra por mais alguns minutos e depois notou que estava perdendo tempo. A jovem voltou ao seu quarto, agarrou alguns pergaminhos e uma pena para escrever. Foi até a sala de sua casa, onde seu irmão estava sentando ao chão em um longo tapete verde. O pequeno garoto brincava com bonecos de madeira, fingia que um deles era um rei e estava em guerra contra os demais brinquedos. Elizabeth ficou observando o irmão sentada próxima a uma grande mesa de madeira enquanto esperava pela volta de seu pai. Ela era menina, logo era demasiado perigoso que saísse as ruas sem a presença de seu pai, portanto devia aguardar a sua chegada para que o velho armeiro a levasse até o templo onde morava seu tutor. Ouviu-se duas batidas na porta da frente de sua casa.“Não é o meu pai, ele quase sempre abre a porta com um chute” concluiu Elizabeth. Ficou surpresa ao abrir a porta e reconhecer o rosto cansado de Sir Illar. O cavaleiro solitário era um grande amigo do pai de Elizabeth e ela o conhecia desde sempre. Contudo, Sir Illar deveria estar com muitos problemas já que estava com uma aparência péssima. Sua testa laga projetava uma pequena sombra sobre seus olhos castanhos, seu nariz grosso estava com a ponta vermelha devido ao frio e o cavaleiro agora estava com uma barba castanha espessa no rosto. - Olá, Elizabeth – Disse Illar e deu um sorriso cansado a jovem Karth. - Sir Illar, tudo bem? Meu pai está na armaria, eu acho.. – Disse Elizabeth, ainda não entendendo o motivo da  visita de Illar. - Sei disso. - Disse o cavaleiro - Ele está bastante ocupado e como eu pretendia caminhar sobre o Berço da Vida, ofereci-me para leva-la até o templo de Bellhend.
Ouvir isso animou muito Elizabeth.“Perfeito! Uma longa caminhada com um cavaleiro de verdade.” A jovem despediu-se da mãe e seguiu até o templo com com Sir Illar. A caminhada era um pouco longa, como sua casa era localizada em um local muito elevada, o caminho até o templo era bastante íngreme devido a grande quantidade de neve presa ao chão, era bastante fácil escorregar. Foi preciso prestar atenção em cada passo. Elizabeth se pegou puxando o casaco para cima inúmeras vezes já que ele era demasiado longo e as vezes quase arrastava no chão. Sir Illar sempre fora muito taciturno e a caminhada estava bastante silenciosa, Elizabeth decidiu quebrar o silêncio. - Eu não sei se meu pai lhe disse, mas, eu gosto bastante de praticar com a espada! Sei que sou uma menina, mas eu gostaria de poder andar por aí como o senhor, exibindo uma armadura com uma bela espada jogada ao lado do corpo. Sir Illar olhou para a jovem e sorriu. - O seu velho pai reclama dessa sua paixão pelas artes da guerra quase todas as vezes que conversamos. Ele acha estranho. Eu já acho bastante interessante. Isso torna você diferente do resto das mulheres, de uma boa maneira, é claro.
“Você é tão gentil!” Elizabeth quis dizer, mas achou que soaria estranho. - É verdade? Acho que o senhor é o único. E eu também não sou muito boa com a espada, eu nunca consigo acertar o alvo e a espada nem é de verdade, é uma porcaria de madeira. Illar gargalhou, mas não respondeu, pelo menos durante algum tempo. - Sabe, existem cavaleiros que são verdadeiras bestas com uma espada afiada, mas não conseguem ferir nem um rato com uma mesma espada que não seja a sua. A espada é como um bom amigo. Você precisa escolhe-lo e ele deve escolher e entender você, a amizade não é assim? O mesmo vale para as espadas, se a sua espada não corresponde ao sua maneira de ser e lutar, você nunca conseguirá acertar o alvo. O cavaleiro solitário parou e retirou sua longa espada da bainha. Era uma espada linda, Elizabeth conseguia ver o reflexo de seu rosto perfeitamente na lâmina da espada. O copo lembrava as longas asas de uma águia  e o punho era vermelho e espiral. - Está vendo aquela árvore logo ali? – Illar apontou para uma arvore muito pequena próxima a uma pequena casa de madeira. A árvore era tão baixa que uma criança poderia tocar seus galhos. - Quero que corte um dos galhos e o traga até mim, acha que pode fazer isso? – Illar sorriu e entregou a sua espada para Elizabeth. A jovem mal pode acreditar, estava segurando uma espada de verdade! E era bem mais pesada do que ela imaginava, mas não hesitou. Tentou segura-la apenas com uma mão, mas viu que não tinha força para isso. Agarrou o punho da espada com as duas mãos e conseguiu ergue-la. Elizabeth caminhou até a pequena árvore, focalizou seu alvo assim como teria feito com a abóbora e como sempre, pensou “Eu sou a espada”. Golpeou o galho da árvore. A lâmina o separou da árvore sem muito esforço.“Impossível...eu acertei!” Elizabeth deu um salto de alegria, mas mal saiu do chão devido ao peso da espada. Sir Illar pousou a mão sobre o ombro de Elizabeth e disse uma coisa que a jovem jamais esqueceria. - Espadas de madeira são ótimas para o treino, mas não representam nossa verdadeira força em combate. Elas não são muito precisas, pois até mesmo uma forte rajada de vento pode alterar o rumo de sua investida. Um cavaleiro de verdade precisa de uma espada de verdade e ela deve ser apenas sua. Se decidir levar seu treino realmente a sério, procure uma espada que seja como um velho amigo.
Elizabeth assentiu e abriu um sorriso cheio de dentes: - Posso ficar com a sua espada? Ela me parece um velho amigo! - Não. Illar sorriu e pegou a espada de volta. Elizabeth suspirou e seguiu seu caminho ao lado do cavaleiro solitário. Poderia não ter ganho a espada, mas acabará de ganhar conhecimento e, acima de tudo, um amigo.


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- A senhorita está atrasada. – Disse mestre Ilmar, estudioso e mestre dos segredos do templo do Berço da Vida e, também, tutor de Elizabeth. Por algum motivo, a imagem do velho corcunda deixava Elizabeth com calafrios. “Besteira! Ele é uma pessoa gentil.” Pensou a jovem. Ilmar já era muito velho, ninguém sabia ao certo sua idade, mas especulava-se que deveria ter no mínimo setenta anos. O  velho era corcunda e apoiava seu peso em uma bengala roxa, seus olhos mal podiam ser vistos devido a grande sobrancelha preta que cobria seu rosto de ponta a ponta. Rugas e manchas escuras pintavam seu rosto e cabelos já não faziam mais parte da cabeça do velho. - Desculpe, mestre Ilmar. Tive problemas com o frio. Com as roupas, sabe? - Vejo que teve que assassinar um urso da montanha para chegar até aqui. - Disse o velho, apontando para o casaco de Elizabeth - Mas não se acanhe, posso ser um velho que de nada sabe, mas detesto o inverno e ainda sei como aquecer meu lar – Ilmar deu um sorriso tão gentil que fez Elizabeth sentir-se um pouco culpada por sentir pavor do velho mestre. Elizabeth despediu-se de Illar e entrou no grande templo. No interior do templo só existiam duas cores: Marrom e azul. Elizabeth e seu tutor passaram por um longo corredor cercado de velas azuis e quadros pintados totalmente em tons de marrom. O chão era feito de um estranho material que brilhava. Também era azul. Passaram por muitas portas e escadarias até que finalmente chegaram até o fim do corredor. Lá encontrava-se uma pequena porta marrom onde os dois adentraram. A sala do seu tutor era pequena. Havia um pequeno quadro azul, duas cadeiras de madeira, uma minúscula mesa e muitos, muitos livros e pergaminhos. - Sou seu tutor desde que a senhorita cantarolava as canções do velho pássaro e o marinheiro. Acho que a conheço o bastante para saber que não aprecia muito a religião e a fé, estou errado? – Perguntou o velho mestre com a voz um pouco cansada. - Não exatamente. Eu tenho fé e acredito nos deuses, mas a magia é tão ausente em nosso mundo que as vezes é difícil acreditar. Ilmar levantou as duas sobrancelhas para a jovem, mesmo assim não foi possível ver seus olhos claramente. - E o que nós temos se não acreditar? Estupros, assassinatos, mentiras e veneno. Acho que por isso devemos acreditar e ter fé em algo maior, caso contrario, estaremos fadados a viver nas sombras de nossas próprias crueldades. A ultima frase do velho tutor deixou Elizabeth calada e bastante confusa, mas não totalmente conformada. - Sente-se senhorita Karth, hoje você tem muito o que ouvir. – Disse ilmar puxando uma cadeira para Elizabeth sentar-se. O velho não tinha mentido, a sala estava bastante quente, por isso Elizabeth decidiu retirar seu longo casaco de urso e o colocou dobrado em seu colo. - Elizabeth, quantos deuses existem? – Perguntou Ilmar ao sentar-se em uma cadeira em frente a jovem. - Existem três deuses, senhor. “E que inicie-se a chatice!” Pensou Elizabeth, tentando não demostrar esse pensamento em forma de expressão em seu rosto. - O que cada um deles representa? - Amor, sabedoria e poder. São deuses, mas na verdade só existe um deus. –Apressou-se Elizabeth em responder. - Muito bem! – Aplaudiu Ilmar – E por que são três deuses se na verdade só existe um? Elizabeth deu um sorriso sem graça. - Desculpe senhor, eu não sei. - Não precisa desculpar-se. Você está aqui para aprender, peço que preste atenção agora, pois vou lhe contar a história da criação de tudo.


“Nosso senhor todo poderoso sempre teve muitos filhos. Criaturas indescritíveis que jamais poderam ser vistas por olhos que nada sabem como estes que nos foram dados, mas nós mortais temos uma ligação com essas criaturas, pois corre em nós sua essência. Lattuh, esse é o nome de deus. Nada sabe-se sobre sua origem, apenas que ele criou tudo. Lattuh e seus filhos viviam em Paramamtuh. Uma terra sempre fértil, onde não existia fome e nem guerras. Mas a curiosidade, essa pode destruir a mais bela das criaturas. A única regra imposta por Lattuh a seus filhos era a de que nunca deixassem Paranamtuh, jamais. Três filhos do deus decidiram, sem o conhecimento de seu pai, fugir de Paranamtuh e explorar o universo em busca de novos conhecimentos. Littuh, Lettuh e Luttuh, eram estes os três filhos prófugos. cento e cinquenta anos se passaram até que os três retornaram. Lattuh, por amor, perdoou seus filhos. Infelizmente, eles já não eram os mesmos. Começaram a colocar todos os seus irmãos contra seu pai, queriam o seu poder, queriam destruir todas as criaturas que fossem inferiores a eles. Quando Lattuh se deu conta, apenas alguns de seus filhos ainda lhe eram fiéis. Deus jamais poderia matar seus filhos. Sentindo-se impotente por isso, Lattuh decidiu criar um mundo para exilar seus filhos que já não o amavam mais. Era um mundo sombrio e frio. Hoje colocamos os pés sobre este mesmo mundo.”

- Então nosso mundo é como uma prisão? – Elizabeth parecia incrédula. - Acalme-se, eu ainda não terminei a história. – Sorriu Ilmar.


“Passaram-se anos até que Lattuh finalmente fosse visitar seus filhos exilados. O mundo onde eles agora viviam era frio e escuro, mal podia-se ver onde pisava. Mas Lattuh emanava luz e quando surgiu diante de seus filhos, tudo iluminou-se. Littuh, Lettuh e Luttuh e outros cinquenta de seus filhos lançaram lhe maldições e correram de sua luz. Todos os seus filhos já não pareciam os mesmos, o medo os mudou. Seus filhos já eram criaturas menos soberanas, menos brilhantes. Eles já eram como nós, mortais. Lattuh pensará que todos haviam fugido, mas três de seus filhos haviam ficado. Um deles ajoelhou-se e implorou o perdão de seu pai. Soluçando, Lattuh disse que jamais poderiam retornar a Paranamtuh. - Ó pai! Eu imploro seu perdão. Sei que jamais poderei vislumbrar a beleza de meu lar, mas eu imploro por luz, meu pai! Aqui tudo é tão escuro, eu sinto tanto medo! Mate-me se for preciso, mas dê luz a meus irmãos! Implorou um dos filhos de Deus, mesmo assim, Lattuh negou lhe a luz. Era de mais para o deus sentir o sofrimento daqueles três filhos e então o deus sentiu que devia partir, mas uma pequena coisa fez com que ele mudasse de ideia. - Nosso pai jamais nos perdoará, mas ele tem razão. Nós tentamos destruir toda a beleza que nos foi dada e merecemos a punição desta terra sem luz, mas lembrem-se meus irmãos, juntos nos aqueceremos e se nos mantermos sempre juntos, jamais estaremos perdidos nessa terra de sombras. Disse um dos três irmãos e então tudo fez sentido para Lattuh. Com um estalar de dedos, Lattuh criou a lua. - Lá estás aquela que serás sua fonte de iluminação e também a sua destruição! – Apontou Lattuh para a lua que iluminava nosso mundo pela primeira vez. - TU! – apontou Lattuh para um de seus filhos, o mesmo que encorajou os de mais. - Tu serás a coragem, tu guiarás teu povo até a  luz! E então Lattuh explodiu a coragem, que agora fazia parte do vento. - Tu, que suplicou a mim por amor aos demais, será o amor! Ilumine a vida do teu povo! – E com um soco, o amor agora fazia parte das flores. - E tu! Guiaste teus irmãos para longe dos três que tudo isso começaram, tu serás a sabedoria! Guie teu povo para longe das sombras! – E agora a sabedoria era um redemoinho que iria perseguir aqueles que fugiram com fúria. - Os três representaram a mim neste mundo. Transformem o restante de seus irmãos em um povo que conheça bem cada um de vocês e assim, talvez, vivam felizes. Disse Lattuh, ao deixar este mundo para sempre.”

- Eu só não entendi uma coisa: Porque a lua será nossa destruição? Ilmar sorriu para a jovem. - Você já  viu quando apenas uma parte da lua ilumina o nosso céu? - Perguntou Ilmar.
- Sim, sempre achei que fosse algum mau presságio.  - Concluiu Elizabeth.
- Não exatamente, minha querida Elizabeth. Vou lhe explicar agora, como perdemos metade da lua.